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INOVA celebra hoje 38 anos ao serviço das empresas e da inovação tecnológica nos Açores

O INOVA – Instituto de Inovação Tecnológica dos Açores celebra hoje, 3 de maio, o seu 38.º aniversário, assinalando quase quatro décadas de atividade dedicadas à promoção da inovação, investigação aplicada e apoio ao desenvolvimento empresarial na Região Autónoma dos Açores.

Criado em 1988, o INOVA tem desempenhado um papel estratégico na redução do défice tecnológico regional, afirmando-se como uma entidade de referência no apoio às atividades da empresas da Região e na transferência de conhecimento e tecnologia para o tecido empresarial. Ao longo dos anos, a instituição tem desenvolvido trabalho em áreas como a agroindústria, a biotecnologia, a valorização de recursos endógenos, a qualidade e segurança alimentar, a metrologia e a sustentabilidade ambiental, contribuindo de forma consistente para a modernização e competitividade da economia açoriana.

No âmbito das comemorações desta efeméride, o INOVA promoverá, no próximo dia 15 de maio, um almoço-convívio no Campo Experimental da Ribeira Grande, reunindo colaboradores da instituição e da ENTA – Escola de Novas Tecnologias dos Açores, num momento de partilha e reforço dos laços institucionais.


A iniciativa pretende reconhecer o contributo de todos os que, ao longo dos anos, têm participado no percurso do INOVA, reafirmando, simultaneamente, o compromisso da instituição com o desenvolvimento científico, tecnológico e económico dos Açores.

 

Campo Experimental: investigação aplicada desde a década de 1990

Entre as valências do INOVA destaca-se a Unidade de Desenvolvimento Tecnológico, onde são conduzidos estudos e ensaios no complexo de estufas existente no Parque Industrial da Ribeira Grande, com impacto direto na produtividade agrícola e na valorização das produções agroindustriais. Neste âmbito, a instituição tem vindo a apostar na experimentação de novas metodologias de cultivo, nomeadamente através da utilização de substratos alternativos, da monitorização de condições ambientais e da aplicação de soluções diferenciadoras, como o aquecimento geotérmico em estufas.

O complexo de estufas do Campo Experimental da Ribeira Grande constitui uma infraestrutura relevante do INOVA, implementada na década de 1990 e concebida para promover o estudo, valorização e disseminação do conhecimento associado à utilização de efluentes geotérmicos em múltiplas aplicações agrícolas e industrias, tirando partido deste recurso endógeno dos Açores.

Posteriormente direcionado para ações de inovação e demonstração tecnológica, nomeadamente, na adaptação de culturas às condições edafoclimáticas dos Açores (incluindo a utilização de diferentes substratos, como materiais de origem vulcânica) e de técnicas hidropónicas, o Campo Experimental da Ribeira Grande contribuiu para o reforço do conhecimento técnico-científico visando a melhoria do rendimento agrícola e a introdução de práticas mais eficientes e sustentáveis.

Ao longo dos anos, a evolução do Campo Experimental incluiu a integração de novas tecnologias e metodologias, como sistemas de monitorização ambiental, ensombramento controlado e soluções de aquecimento, reforçando o seu papel como plataforma de experimentação e transferência de conhecimento para o setor agrícola regional.

03/05/2026